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Calúnia do Rúbio Negrão

O Ministério da Saúde adverte: até 2012, a camisa tarja preta ao lado só pode ser usada sob rigorosa supervisão médica.

Todos os dias, quando vou ao botequim comer o meu pão com manteiga na chapa, e beber a minha genebra, muita gente me aborda, e enquanto vou autografando guardanapos e camisas rubro-negras, sempre ouço a pergunta que jamais se cala: “Como você consegue manter o bom humor? Como você ri da situação atual do Flamengo?”

Daí, eu penso: “Se consigo rir até da minha, não vou rir da do Flamengo?”

Mas depois respondo, entre mordidas no sanduba, e talagadas em cada nova dose do elixir de zimbro. Mora na filosofia agora: “O futebol é mais surpreendente fora de campo do que dentro dele.”

Traduzindo: “O futebol é mais surpreendente fora de campo do que dentro dele.”

Simples assim.

Senão vejamos: certa vez, formamos um ataque dos sonhos com Edmundo, Romário e Sávio. (Não, o Alex Soneca não fazia parte do ataque dos sonhos.) Aí, toda a torcida tranquila, apostando entre si qual dos três seria o artilheiro do campeonato, de quanto venceríamos as partidas, quem humilharíamos com goleadas históricas, o escambau.

Deu em nada.

Anos depois, exatamente neste ano de 2010, contratamos Deivid e Diogo, dois conhecidos matadores para formar uma dupla de ataque de respeito.

Deu no que deu.

Por outro lado, me lembro com nostalgia quando contrataram um rapaz que, se não me falha a memória, foi caixa de supermercado até os 21 anos, e ostentava o sugestivo nome de Liedson. Quando a contratação foi anunciada, ninguém se empolgou. Na verdade, ninguém nem acreditou.

Mas o cara fazia gol até de boomda.

Resumo da ópera-bufa: não adianta se empolgar nem se deprimir com nome algum. O que importa é que o time “encaixe”, foque (no bom sentido) e receba em dia, seja ele formado por medalhões ou ilustres desconhecidos, craques ou perebas, jovens ou ex-jogadores em atividade.

Aí, após a minha explanação, todos no boteco olham para mim, e dizem em uníssono: “Porra, Negão! Bebendo a esta hora?”

Duplex Toc Zen

1 – CBF 1: Agora que reconheceu os torneiros disputados antes de 1971 como títulos nacionais, só digo uma coisa: a cada dia que passa, a CBF está se tornando mais irrelevante.

2 – CBF 2: Mesmo após reconhecer diversos quadrangulares e torneios de bocha como campeonatos brasileiros, eu não acho, ao contrário do nosso Conselho Diretor, que seja o momento de pleitear que a CBF também reconheça o nosso lídimo título nacional honesto e extremamente heterossexual de 87. O momento, na minha humilíssima opinião, é de SE LIXAR SE A CBF RECONHECE OU DEIXA DE RECONHECER QUALQUER COISA! Eu, por exemplo, não reconheço a própria CBF.

3 – Novo empresário na área: Ronabo quer porque quer levar o Adriano para o Corinthians. Mas tudo não passa de uma cortina de fumaça. O que ele quer mesmo é levar o Fierro.

4 – Patministração: “Imbatível, Cielo vence 100m livre e volta a unificar títulos mundiais” – Globo.com. Taí a cereja no bolo de 2010, e… Ei, peraí! EM 2010 NÃO TEVE BOLO!

5 – Pior que tá num fica?: Após aturarmos o Felipe Chinelo, hoje temos que aturar o Superchinelinho.

6 – E por falar em chinelinhos…: O Emerson declarar que é vascaíno explica o motivo de ele não ter conseguido frequentar o nosso departamento médico mais do que o Felipe Chinelo: vice de novo!

7 – O bom velhaco, aliás, velhinho: A exemplo do Sentos e do Palmoles, aquele time japonês, o Asco Cagama, também devia aproveitar o espírito natalino da CBF, que desandou a distribuir títulos nacionais neste fim de ano (eu ainda não recebi o meu, pô!), e reivindicar o reconhecimento do vice-campeonato da Taça Brasil de 1965. Um time que é bivice-campeão mundial (1998 e 2000) terá, com certeza, seu apelo estudado com muito carinho.

8 – Aliás…: Chega a parecer que o Asco Cagama não disputa campeonatos, e sim vice-campeonatos. O Ministério da Saúde adverte de novo: ser vice, vicia.

9 – Finalmente um craque na Gávea: Relógio de brilhantes, tatuagens, boné de aba reta, iPod com som alto no ouvido, dentes de ouro… É o Ronaldinho Gaúcho? É uma grata revelação da nossa base? Não. É David Teague chegando pro nosso basquete!

2013 – Felipe: Taí. A torcida tanto pediu um substituto pro Bruno, que contrataram um substituto pro Bruno, e agora temos, finalmente, um substituto pro Bruno. (Pra mim, não sendo o Felipe Chinelo, qualquer Felipe tá de bom tamanho.)

11 – Piada pronta, em dois tempos: Esta deu no “Enquanto a bola não rola” da Rádio Globo, em 12/12/10: “Acho que Ronaldinho Gaúcho e Felipão dariam certo no Palmeiras porque ambos são gaúchos, e entre eles o relacionamento é diferente.” No programa de 19/12 veio o arremate: “Ah, e o Grêmio também já mostrou interesse…”

12 – Bosco Ferreira, comentarista e zoólogo: “Como se vê, eles continuam hibernando. Sequer assumiram a presidência para a qual foram eleitos.” Os ursos, a saber, são: Catatau Léo, Colimério Ferraz, Poohtrícia Amorim e Luiz Augusto Carinhoso. (Bosco, se no verão eles já estão nessa lombeira, imagina essas feras no inverno!)

13 – E por falar em hibernação…: Se os nossos irmãos ursos resolverem abrir negociação com o expert em inércia Alex Soneca, vão começar hoje e concluir só no final de 2012.

14 – Futebol é um detalhe: O Flamengo quis repatriar o Emerson, mas a UNIMED venceu o leilão. Depois, o Mengão ventilou o nome do Thiago Neves, e a UNIMED está quase lá. Agora, periga a OLK também ir parar no FluminenC. O Celso Barros só não sabe em que posição esse tal de OLK joga.

15 – Ainda 87: Espero que a derrota do Interracional para o Mazembe esclareça definitivamente para os arcoirenses a razão pela qual o Mengão, apesar de infinitamente superior, não se arriscou a jogar contra o Scort Recife em 87. Futebol não é xadrez. Vai que a molambada, que nada tinha a perder, ganha?

16 – Pé-quente ou pé-frio?: A Pat não é pé-fria, como muitos pensam. O Flamengo ter se mantido na Série A, com aquele timeco de Série B, revela uma presidanta muito da pé-quente. Pé-frio é o presidente do Interracional, Vitório Píffero. Ou seria “Péffrio”?

17 – Mora na filosofia 2: “Resistimos aos mandatos de ESS, do Velloso, do KL e muitos outros nos primórdios do Clube. Haveremos de sobreviver a Patrícia Amorim.” – C. Eduardo – Campos/RJ.

18 – “Ainda bem que o ano acabou” – Pat: Ainda é cedo para dizer isso. Essa frase só terá a dramaticidade necessária no fim de 2012.

19 – Compras de fim de ano: Com as despesas que estou tendo com presentes, minha única chance de não estourar o cartão é ser ressarcido pelo bom velhinho. Agora, se for verdade que Papai Noel não existe, Topo Gigio.

20 – Natal gordo: Peru, panetone, chocotone, bacalhoada, rabanada, espumante, nozes, castanhas, leitão… Haja pré-temporada em janeiro!

E nada mais faço.
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Sobre flamengonet

jornalista

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