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Felipe – The Wall
COLUNA DE SEGUNDA-FEIRA
Hermínio Correa

A FINAL

Afinal, não era o Botafogo um time tão melhor, tão mais entrosado, favorito contra o Mengão? Pois é. A FINAL, eles vão assistir pela televisão. Mas que não se sintam privilegiados, porque é o que resta também a Fluminense e Vasco.

Mas, como já tem sido comum em jogos decisivos contra o time de General Severiano, o Flamengo suou para conquistar sua vaga na decisão. E mais uma vez, as mãos de seu goleiro fizeram a diferença.

Luxemburgo manteve o mesmo time da vitória contra o Murici pela Copa do Brasil, exceto pela saída de Maldonado que deu lugar a Fernando. Ou seja, considerando as últimas atuações, somada a uma composição de meio campo que perturba a torcida, havia certa apreensão nesse clássico.

Mas, embora ainda sem o brilho que se espera, o Flamengo jogou melhor e mais organizado em relação às últimas partidas. Ainda com muitas falhas, carente de qualidade na saída entre defesa e meio campo, o time mostrou bom poder de marcação e conseguiu neutralizar as jogadas de linha de fundo do Botafogo. O adversário permaneceu alçando bolas na área do Flamengo, mas quase sempre da intermediária, facilitando assim a vida dos zagueiros.

Na frente foi mais perceptível o papel tático de Deivid. Em pelo menos duas boas oportunidades a função de pivô foi bem executada, faltando melhor qualidade nas finalizações de Léo Moura e Thiago Neves.

E mesmo sem uma superioridade tão evidente, o Flamengo se postou razoavelmente bem no primeiro tempo de um jogo em que muitos consideraram como “teste de fogo”.

Veio o segundo tempo: Joel mexeu, arrumou sua equipe, abriu mão dos lançamentos para a área e optou por jogar com mais um homem avançado – Everton. O gol de empate saiu em seguida, em uma gritante falha de posicionamento – Nem David nem Angelim marcam o Abreu, principal atacante adversário – e não fosse Felipe talvez viesse a virada.

A partir dos 20 minutos do segundo tempo o Flamengo começou a se reencontrar. A alteração de Deivid por Negueba, um Ronaldinho mais adiantado no comando de ataque, e o Flamengo voltava a ter maior volume de conclusões a gol. Tivesse entrado com Diego Maurício um pouco mais cedo, talvez a decisão não tivesse ido aos pênaltis.

Mas era dia de consagração para Felipe.

E sobrou competência ao camisa 1 do Flamengo.

O Flamengo jogou melhor. Merece a classificação à final não só pela partida, mas por toda a campanha nessa Taça Guanabara. Mantém sua invencibilidade. Mas é importante lembrar: Empatou. Foi melhor, conseguiu uma classificação suada como é de se esperar em um clássico decisivo. Mas ainda mostra muito a ser trabalhado e definido

É ainda uma equipe sem uma definição tática adequada, que agrade, que passe confiança.

Agora é a decisão, domingo, contra o Boavista. Por mais que a equipe de Saquarema seja bem organizada, ajustada e ainda tenha sido um adversário complicado nesse primeiro turno, não acho que o Flamengo tenha que se apoiar no discurso de “respeito ao adversário”.

E não se trata de arrogância.

É óbvio que qualquer adversário que alcance uma final de campeonato merece respeito, tem suas virtudes. E, honestamente, que o discurso pare aí.

Ao Flamengo, time grande, de jogadores experientes, acostumado com finais, com apoio da Nação, cabe respeitar sua história mais do que a qualquer adversário.

Domingo, quando entrarem em campo com o Manto Sagrado, cada jogador tem compromisso com a história vencedora do Flamengo, partindo para cima dos caras mostrando que essa taça tem o destino da Gávea.

Dia e hora para mais uma vez mostrar que “O Flamengo, é o Flamengo”.
Vai pra cima deles Mengo!

Grande Abraço, até segunda e Saudações Rubro Negras, sempre!

P.s.: Fica uma crítica/sugestão ao Flamengo – sua diretoria, departamento de marketing, ou quem lá entenda ser digno de reflexão: Mais um jogo do Flamengo no nordeste, mais uma faixa de retaliação ao torcedor Rubro Negro fora do Rio. Temos visto isso nos jogos em Salvador e Recife, agora também vimos em Alagoas.

Devo exaltar, por exemplo, o fato do clube ter permitido portões abertos para o treinamento feito em Maceió, ou mesmos os brindes lançados para a torcida após a entrada em campo.

Mas sugiro que o clube seja mais efetivo, mais incisivo: Quanto custaria entregar um adesivo com dizeres que exaltassem o torcedor, seja na compra de seu ingresso ou na entrada do estádio, por exemplo?

Ou indo um pouco mais além: O Flamengo não poderia ter doado um jogo de camisas para leilão, e reverter toda a renda obtida para ajudar na reconstrução da cidade de Murici, destruída sete meses antes pelas chuvas?

“O clube que constrói os sonhos de sua Nação, ajudando a reconstruir a cidade para um povo”

Fica a dica.

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