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FLAMENGÔMETRO nº 48

VANDERLEI NO LIMITE

É realmente sui generis um time que chega a 23 jogos invicto maltratando e irritanto tanto a sua torcida. Vanderlei já está com seu futuro traçado por linhas muito bem definidas: só se manterá no Flamengo se ganhar o Carioca ou a Copa do Brasil, independente de ter culpa ou não, de estar certo ou errado, de ser competente ou incompetente. Parece que o bonde está sem freio, mas na direção errada. Com a pressão cada vez maior, maiores serão as chances de Ronaldinho ficar cada vez mais apagado, e já são 23 jogos sem uma formação definida, e sem o ajuste de suas peças em um todo equilibrado. Eu fico muito intrigado com o fato de que os jogadores dribladores estão distribuídos por todos os clubes do futebol brasileiro… menos no Flamengo. Aqui, ninguém, consegue dar mais que um drible, e geralmente na direção errada. As jogadas estão previsíveis: até mesmo uma das nossas maiores armas, as descidas do Léo Moura, ficaram mecânicas e inofensivas; ele roda pra cá, roda pra lá, e simplesmente joga a bola para o meio da área, sem sequer olhar para onde está jogando a bola. Nossa dupla de zaga é uma piada, parecem jogadores de totó. O William continua aparecendo na frente para exterminar nossas parcas chances de gol. O Flamengo se desarruma sempre que toma um gol e, de forma mais bizarra ainda, se desarruma também quando FAZ o gol. O jogo de quarta parecia tranquilo, fizemos 1×0, uma goleada parecia se desenhando. De repente, o atacante deles arranca com a bola, faz fila, e lá estamos nós com mais um empate. Para piorar nosso adversário ressurgiu das cinzas, e agora está de bem com a torcida e vai como favorito para a semifinal. O que talvez até seja bom, já que acaba com o clima de oba-oba que rondava o Flamengo. Bastou uma vitoriazinha suada contra o Botafogo, quando o time jogou mal, praticamente não passou do meio de campo o segundo tempo inteiro, mas deu sorte de chegar ao 2×0, para que o oba-oba recomeçasse.
Luxemburgo e seus comandados chegaram à seguinte situação: não são favoritos na semifinal, e se não ganharem o segundo turno, acho que não serão favoritos na final; conseguiram se complicar na Copa do Brasil antes mesmo de enfrentar um adversário de primeira divisão.
Só nos resta torcer que o Fla-Flu mantenha sua tradição de tantas vezes favorecer o adversário mais desacreditado, e para que o time desperte de sua sonolência e mostre que o Flamengo voltou a ser o Flamengo. Domingo, quatro horas da tarde, lá estarei eu, em frente à TV, torcendo pelo meu time, pelo técnico que critico, pelos jogadores que não gosto, e contra o meu próprio pessimismo.
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