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FLAMENGÔMETRO nº 51

A CONQUISTA E O PARADOXO FLAMENGOMÉTRICO

É o nosso primeiro título desde que resolvi adotar o método da flamengometria. E com ele chegamos ao paradoxo do time conquistar um campeonato justamente em uma fase de queda nos índices. Algo não tão enigmático se entendermos que no meio do campeonato o Mengão enfileirou uma impiedosa sequências de vitórias chegando em certo momento quase no índice de 100% (que seriam 11 jogos em 11 vitórias), e agora despenca graças ao excesso de empates nas últimas semanas (4 vitórias nos últimos 11 jogos).
Por quatro meses brincamos em nosso parque de diversões do bairro, até descobrirmos que o trem-fantasma estava quebrado, e como nos últimos anos a gente só vem contando campeonatos cariocas de três em três, aproveitemos mais alguns dias de zoação sadia e comemorações ecoantes, mas agora chega o momento em que a Copa do Brasil chega às fases mais cascudas, onde até mesmos times de menos tradição podem aprontar surpresas. Depois de muitas experiências, o acaso e o destino conspiraram para montar a formação ideal no momento, com as contusões de Maldonado e Ronaldinho. O Gaúcho retornou, e Vanderlei já voltou a ter dificuldades, mas não dá para negar que a formação-base passou a ser: Felipe, Leo Moura, Deivid, Wellinton (eu preferia o Angelim, mas o Luxa não vai mudar) e Rodrigo Alvim; Willians, Renato, Botinelli e Thiago Neves; Ronaldinho e Vanderlei (embora nosso laureado treinador vá insistir ad nauseam no descompassado Deivid, e eu ache que Diego Mauricio continue sendo o melhor do ataque). Deivid é o atacante atemporal: está sempre deslocado em relação ao fluxo temporal einsteiniano, ora atrasado, ora adiantado demais em relação à bola.
Contra o Ceará, o sorteio dos mandos de campos nos trouxe uma desvantagem e uma vantagem. A desvantagem de fazer o primeiro jogo em casa, com a obrigação de vencer, se possível bem, e sem sofrer gols, justamente uma situação quem trazendo problemas para o Flamengo, que não conseguiu em casa ganhar os jogos com muitos gols. Mas teremos uma vantagem relativa, que os comentaristas da Copa do Brasil ainda não se deram conta: se o critério de desempate é o gol fora de casa, é sempre melhor decidir fora, porque você vai para a decisão já sabendo os resultados que te classificam. Até mesmo um 0x0 em casa, que normalmente seria ruim, pode ser vantajoso por definir que um empate com gols fora nos dá a vaga. Decidir em casa acarreta o problema de se fazer uma partida fora antes, onde o time sempre joga preocupado em empatar, em segurar resultados. O Ceará vai ser uma adversário muito mais forte que os dois cearenses que já enfrentamos, mas que possamos contar com os pés quentes de nossos correligionários nordestinos para passar por mais esta fase. E o Flamengo quem estar MUITO LIGADO para manter o sucesso na Copa do Brasil, justamente nesta época perigosa de pós-título; não custa lembrar por várias vezes o jogo seguinte à conquista do Estadual foi vexaminoso em outros anos. Ainda mais LIGADO após as desclassificações surpreendentes de Cruzeiro e Inter na Libertadores.

ps: Estejam vacinados contra o excesso de especulações quanto aos reforços. Eu acho que a vinda de Emerson é bem provável, que o Siloé é uma experiência válida, e que Juan é um sonho possível e que deveria ser visto como prioritário; Wagner Love também seria um reforço incrível, mas temo pelos excessos financeiros envolvidos. Precisamos de mais um zagueiro que componha o elenco (fora Jean!) e desesperadamente necessitamos de um lateral-esquerdo de verdade. O resto é especulação boboca pra virar capa de jornalecos de 50 centavos.

ps: Falei pouco da final e do 32º título estadual? Sim, isto é um sinal de como acho que o foco deve ser o âmbito nacional e internacional. Chega de pensar pequeno. Por quê o Flamengo vem ganhando tanto o Carioca? Os psicólogos, psiquiatras, exorcistas e patologistas de plantão podem explicar melhor que eu. Síndrome do pânico? Medo? Paúra? Overdose de Activia? Masoquismo? Encosto? O fato é que eles tremem. Exageram tanto em seu ódio e recalque, que criaram uma imagem tão demoníaca e monstruosa da “mulambada”, sobrecarregando seus jogadores nos momentos decisivos. Abusam tanto de seus delírios conspiratórios, paranóicos e racistas-elitistas que terminam paralisados e consumidos pela Flamengofobia. Como deve ser triste a vida de um antiflamenguista…

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jornalista

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