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FLAMENGÔMETRO nº 72

 DEIVID VERSUS DEIVID

Quando socou a trave, chutou o chão, esmurrou o ar com raiva, parecia que estava prevendo que aquele gol perdido faria falta. E fez. Mais uma vez, ele conseguiu um lance inacreditável, e mais uma vez lamentamos a ausência de um centroavante à altura do time. Seria injusto colocá-lo como “o culpado” do resultado, mas a recorrência em suas falhas é irritante mesmo.
De qualquer forma, o Flamengo vem repetindo um padrão consistente em todos os jogos fora, uma consistência tanto nos erros como nos acertos. Como em quase todas as partidas fora de casa, o Flamengo neutraliza o ímpeto inicial do adversário, assume o controle da partida, com um bom toque de bola, mas sem presença ofensiva, no primeiro tempo quase não incomoda a defesa inimiga. Quando o jogo começa a ficar chato, o acerto aparece, geralmente num lampejo do Ronaldinho, e aí, 1×0 Flamengo (coincidentemente na maioria das vezes perto do intervalo). A gente pensa: “agora o time deslancha!”. Não, o time pára, se acomoda, continua atacando, mas com total displicência, erra passes bobos, desperdiça oportunidades, entrega bolas perigosas ao adversário, deixa o dono da casa crescer. Erra tanto, que o time que está perdendo acaba por encaixar contrataques sucessivos. O Cruzeiro não teve competência para fazer gol e seguramos a vitória, mas contra Bahia, Figueirense e Inter perdemos a chance de ganhar. Contra Bahia, Santos e América Mineiro, o time ainda conseguiu se impor e buscar a vitória (contra os baianos, uma falha individual da defesa permitiu um empate nos acréscimos). Contra o Palmeiras, os dois times se acomodaram e ficou no 0x0. O time vem sofrendo de dois problemas, às vezes simultâneos: a incapacidade de ampliar as vantagens e ganhar com tranquilidade, e as bobeiras individuais da zaga, especialmente nas bolas aéreas. Além disso, o time não investiu em grandes reforços: Alex Silva ainda está ganhando ritmo, Jael tem feito suas crueldades, mas não consegue barrar o blindado Deivid, e Aírton melhorou (pelo menos aparentemente) a defesa, andou tomando cartões em profusão e já está no estaleiro. O time ainda está meio sem muita vontade na Sul-Americana, mas vamos torcer que a sequência de jogos sirva para melhorar o time. Cada etapa à sua vez: hoje busquemos a classificação, e domingo, é pensar no Clássico dos Milhões.

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