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Juros e Correção

Parcelou a dívida, e nos trouxe o hexa. Bom pra todo mundo, exemplo de como negociar.

Esquisita essa crise do Flamengo. Em outras épocas, as intempéries na Gávea ( agora Ninho do Urubu ) eram condizentes com o nível dos atletas do clube. Falava-se em salários atrasados, em prêmios não pagos, e tudo mais igualzinho ao que se fala hoje, mas os esportes olímpicos estavam às moscas – mesmo assim, faturando títulos e honrando nossas tradições – e no futebol, havia times formados com Negreiros, Marcos Denner e jovens da base promovidos à culhão, como Marçal, Jacozinho e Índio. Obviamente, nenhum vingou.
Esse quadro vigorou há não muito tempo. Desde a década de 1990, quando a crise financeira do Flamengo se tornou mais aguda, só deu lugar a dias melhores graças a estrepolias de Kleber Leite e Edmundo Santos Silva. O preço disso foi o aumento no rombo das finanças de forma exponencial.
Hoje, pelo visto, tudo de ruim que vem acontecendo há pelo menos 20 anos converge na administração de Patricia Amorim. Gastos sem controle, bagunça institucional e impressão de depauperamento fazem com que o atual governo mescle características dos piores momentos dos piores presidentes que tivemos – talvez Marcio Braga ainda mereça alguma consideração, pelos títulos que trouxe, e outras iniciativas – que são amadorismo, ingerências, falta de perspectiva no médio e no longo prazo, mais contratações de grandes nomes feitas sem o devido controle orçamentário, e em alguns casos até sem contrato (!!!).
Quanto ao Thiago Neves, não podemos ser passionais e esquecer de que ele nos foi útil no Estadual, e em vários jogos foi o que mais correu e se esforçou em campo. Como mercadoria, fizemos o melhor uso possível dele, e agora que ele conseguiu um comprador, que seja bem aproveitado em outras bandas. Não cabe agradecer, não cabe se indignar. Tudo transcorreu na mais fria relação compra e venda, e só.
Gostaria de saber agora a opinião de algum dos heróis de 1981. Sei que nessas questões salariais e de contrato, Zico sempre tomava a frente por ele e pelo grupo. Talvez falte isso ao Flamengo hoje, uma liderança de classe (trabalhista) entre os jogadores, como forma de amenizar o impacto dos contumazes atrasos, e para que não haja deserções como a de Alex Silva. E num clube sem liderança em todas as instâncias, uma figura como esta seria providencial.
Vai o Flamengo, sem reforços, sem comando, sem dinheiro, sem vergonha e sem rumo começar a competição mais difícil do mundo (aqui, diferente da Europa, se luta contra altitudes, violência, arbitragens anti-Brasil e estádios precários).
Cabeça de gênio militar e coração incendiado de guerreiro (TAVOLA, Artur), será preciso
tudo isso e muito mais para vencermos essa indigesta prova de fogo.
AVANTE FLAMENGO!
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Sobre flamengonet

jornalista

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