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COLUNA DE SEGUNDA FEIRA
Por Hermínio Correa

Heróis, ídolos, que fizeram do Flamengo o maior do Mundo

A prioridade é ser grande

A derrota para o Vasco nas semifinais da Taça Guanabara inflamou uma calorosa discussão entre nós torcedores sobre a importância ou não de uma eventual conquista do estadual, dos prós e contras em priorizar uma competição da qual detemos a hegemonia (Estadual) ou àquela que pode nos devolver a honra sulamericana e quem sabe mundial (libertadores).

Pois bem.

Uma das esferas desse debate é a política do clube, principalmente pelas eleições ao final do ano.

Nesse contexto, alguns alegam que certamente haverá priorização para o campeonato estadual sob a alegação de que, mais fácil do que a Libertadores, a eventual conquista seria combustível na renovação de forças políticas da contestada administração de Patrícia Amorim.

Discordo desta tese por um simples motivo: O atual quadro social do clube e a pouca influência das arquibancadas nas eleições me levam a entender que as manobras, os conchavos políticos, reduzem a influência daquilo que ocorre dentro de campo e se tornam a grande razão nas disputas eleitorais. Isso inclusive se comprovou quando da vitória de Patrícia Amorim sobre Delair, mesmo um dia após a conquista do Hexacampeonato Brasileiro.

Uma segunda alegação seria a de que a obrigatoriedade de conquista da Taça Rio, bem como a coincidência de datas das finais do estadual com oitavas/quartas de final de Libertadores, poderia prejudicar o desempenho do Flamengo nessas competições.

Nesse aspecto, há fatos: Em termos de Libertadores, em 2007 nas oitavas de final contra os Uruguaios do Defensor bem como em 2008 contra o América do México, ficou evidenciado o prejuízo do esforço físico e psicológico da seqüência de partidas decisivas, o que infelizmente acabou abreviando a vida do Flamengo na mais importante das competições.

Mas em contrapartida os exemplos de São Paulo em 2005, Internacional em 2006 e 2010, Grêmio em 2007, Cruzeiro em 2009 e Santos no ano passado são provas de times que alcançaram as finais das duas competições, provando apenas que quando a fase é boa o importante é jogar e vencer seus adversários, seja em que nível for.

Com tudo isso: Priorizar, sim, não, o que, por quê?

Independente das competições que disputa, o que se observa ultimamente é que em diferentes dimensões o Flamengo precisa voltar a ser grande.

Grande na busca pelo fim do amadorismo administrativo, grande em aprender a potencializar financeiramente o mercado de sua incomparável torcida e, como não deve deixar de ser, grande em suas conquistas.

Não existe algo mais emblemático, ainda mais se tratando em ano de centenário do seu departamento de esportes terrestres e conseqüentemente do seu futebol, do que buscar pela conquista de algo maior: A conquista das Américas.

A Taça Libertadores nunca foi e continua não sendo uma competição fácil. Nessa edição em especial já há algumas boas equipes se despontando como Velez, Universidad de Chile, Libertad, sem falar dos demais times brasileiros e do já tradicional Boca Juniors;

Essa é uma competição para se disputar com total atenção e compromisso, afinal basta uma única partida desastrosa e o sonho acaba: Defensor em Montevidéu em 2007, América no Maracanã em 2008, Universidad no Maracanã em 2010. Partidas únicas que esvaíram os sonhos Rubro Negros de conquista. E dentro deste atual elenco, boa parte dos titulares sabe bem o que é isso.

Mais do que priorizar, o Flamengo precisa fazer correr em seu sangue o desejo de ser grande. E não adianta pensarmos que o simples fato de abandonarmos o estadual será o caminho do sucesso. Precisa querer ser grande e transformar isso em resultado, dentro e fora de campo: Seja em títulos, patrocínios, contratações, acordos, gestão.

A Taça Libertadores é obviamente muito maior do que qualquer estadual. Simples.

Então priorize sim Flamengo: É verdade que uma eventual conquista da américa é mais protocolar do que qualquer título de “Rei do Rio”.

Mas que acima de tudo, o motivo máximo em se priorizar seja o de fazer o Flamengo grande!

E aí virão as grandes conquistas, na medida do que merece o clube de maior torcida no mundo.

Grande abraço, até segunda, e Saudações Rubro Negras, sempre!

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