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FLAMENGÔMETRO nº 113

OS DEUSES DEVEM ESTAR LOUCOS

Há muito tempo que um jogo não me deixava tão transtornado como este fatídico jogo contra o Olímpia. Parecia até que o Flamengo tinha sido goleado, ou perdido um título importante. Mas mesmo toda raiva e frustação não vai mudar minha opinião básica sobre o resultado: uma fatalidade, uma triste fatalidade. Se os Deuses do Futebol existem, eles parecem não gostar mais do Flamengo. Poderia ser uma vingança metafísica pelo fato do Flamengo não produzir mais Zicos, Rondinellis e Adílios, mas mesmo naquela Era de Ouro, os tais Deuses do Futebol – se é que eles existem – já eram cruéis conosco. Estes Deuses caprichosos já forjavam Anapolinas, Serranos, Márcios Nunes e Cocadas. Estes mesmos Deuses cruéis deixaram Zico ter sua carreira abreviada em 1985, e permitiram aquele pênalti perdido em 1986. Estúpidas divindades que em Sarriá sepultaram o sonho de uma Copa do Mundo, e que encheram de glórias tantos jogadores medíocres. Mas nos últimos anos, eles têm se superado.
O Flamengo entrou com a melhor escalação possível, considerando as limitações de inscrição e tantos desfalques.Começou meio sonolento e burocrático, como de costume, mas a partir do gol foi melhorando, até chegar aos 3×0 fácil, e com plenas chances de aumentar ainda mais a vantagem. O time fluia bem, aí veio aquela faltinha na risca da área, quase pênalti. O mesmo juiz que não viu um pênalti no Love no primeiro tempo, que assistiu ao time paraguaio bater o tempo todo sem fazer nada, deixando de dar segundos amarelos que expulsariam alguns dos botinudos, deixando até mesmo de expulsar o goleiro ao fazer o pênalti (se ele não é o “último homem”, eu não entendo mais de geometria, ou então a ciência euclidiana não se aplica mais ao rude esporte bretão), este impoluto e impávido homem de preto, inventou uma falta inexistente. A partir daí então começou uma sequência enlouquecida de finalizações de precisão milimétrica em cirúrgica. Não sabia que haviam tantos Messis no Paraguai, ainda que um deles fosse primo do melhor jogador do mundo. Também não gostei da entrada do Negueba, mas convenhamos que isso não é motivo para o time tomar 3 gols em 10 minutos. Não entendo esta fixação do Joel pelo sujeito, já que o esquálido atleta não fez nenhum gol decisivo e nem foi responsável por vitórias decisivas, nem pelo quesito de superstição isso se explica. Por isso, não culpo ninguém, nem Joel, nem jogador A ou B. O que aconteceu foi mais dos eventos bizarros que sempre assombram o futebol: uma combinação improvável de acertos e erros, de sorte e azar. Não adianta comparar com os 3×0 do América do México, com o 4×2 para Grêmio e Sport, ou com outros apagões que nos vitimaram. O time estava muito bem até que todas as bolas chutadas começaram a entrar. Lamentável e inexplicável. Só espero que o resultado amargo não sirva como desculpa para Joel barrar jogadores que foram bem, e voltar a seu esqueminha medíocre de 8 volantes. Joel, o time é esse, vamos seguir com ele, para que as qualidades se aprimorem e os defeitos sejam consertados. Em campo, com treinamento, esforço e acima de tudo, coragem.

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