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Expresso 2222


Com todo respeito, peço licença ao mestre Gilberto Gil para iniciar a minha coluna, versando em cima de uma letra sua. Depois de ver um Flamengo escalado com dois atacantes e dois meias, o Expresso 2222 me veio à mente. Ah, se covarde o Joel não fosse, muito menos um lelé 22, poderia surgir nos trilhos um novo Bonde Sem Freio, a começar a circular direto de Bonsucesso, pra depois do ano 2000. Mas, antes que querer parecer ser poeta mequetrefe e, pelo jeito que as coisas andam (se arrastam?) na Gávea e no Ninho do Urubu, esta utopia mal rimada só serviria para um time de primeiro-tempo, que só joga como equipe grande em míseros 45 minutos + acréscimos, mas se perde no vestiário e não volta para a segunda etapa. 
Antes de falar que a culpa é do calor, cansaço ou da semana puxada, vale ressaltar que uma equipe de futebol que vive apenas de rachão, não vai a lugar nenhum. Time que paga um salário astronômico para um jogador que não treina na véspera de mais um “jogo do ano”, não vai longe. Ora, se a estrela principal do grupo parece cagar e andar (desculpem, só a mídia diz que é indisposição intestinal), se a gestão do clube só está focada nas urnas e, se a nossa torcida se satisfizer apenas com mais uma vaguinha rumo às finais do estadual, é sinal que o fim do mundo realmente é em 2012.
Bom, mas quem morre de véspera é peru (ui! Calma, tricoletes!), e eu sou urubu que crê em Zico e não em Nostradamus. E é este time meio vagalume-pirilampo, sem tática, sem técnica ou treinador competente, que vai a campo logo mais para enfrentar o Emelec, uma espécie de Macaé do Equador. E depois que o Lanús venceu o Olimpia por meia dúzia de tentos, o nosso Mengão terá a obrigação de vencer mais tarde, em Guayaquil, e também dia 12, no Engenhão. Bom, eu realmente não sei se a minha  por uma vitória hoje – que calaria arcoirizada e os críticos que já dão o Fla como eliminado – me acarretará em uma decepção por causa de mais um vexame futuro.
Mas será mesmo que este Flamengo deveria (mereceria?) se classificar para as oitavas da Libertadores?

Não sei. Só sei que nunca torço contra o meu time e quero sempre vê-lo vitorioso. E é justamente agora que o Flamengo precisa da sua torcida, pois o time necessita vencer suas próprias limitações para seguir brigando por algum título este ano.

Ainda bem que meu amor pelo Flamengo é maior do que as decepções que ele me da. E, voltando ao mestre Gil, peço licença mais uma vez para encerrar estas mal traçadas linhas com uma frase do 2222 que resume o viés dessa minha prosa escrita:

Até onde essa estrada do tempo vai dar. Do tempo vai dar”
Bruno Cazonatti
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Sobre flamengonet

jornalista

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