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FRAGIL CRISTAL
Será que alguém esperava que R10 ia re-editar seu futebol de melhor do mundo no Flamengo? Duvido, ninguém esperava isso.
Será que havia alguma dúvida de que o grande diferencial dele era o potencial de marketing e um upgrade técnico modesto no grupo? Dúvida nenhuma, era nisso que todos acreditavam.
Será que alguém se iludiu de que ele havia se tornado rubro-negro fanático e iria colocar o coração em campo a cada partida ou treino? Claro que não, ninguém tinha essa ilusão.
Recapitulando: ele tinha que fechar com a torcida – ele fechou, desde a festa de recepção na Gávea, desde o Flamengo é Flamengo.
Ele tinha que ser artilheiro – ele foi, fez muitos gols e fez gols importantes.
Ele tinha que virar referencia em campo – ele virou, fez grandes jogadas, foi o personagem do jogo do ano contra o Santos, foi importante para o campeonato invicto, foi personagem de reportagens e tudo o mais.
Ele tinha que assumir a figura de ídolo e superstar para alavancar projetos de marketing que permitissem o financiamento do projeto ousado de financiamento de sua contratação – ele assumiu, conseguiu até voltar a ser convocado, não faltava a nenhuma atividade, elogiava o Flamengo, cultivava a paixão da garotada Brasil afora.
Onde é que a coisa degringolou, então?
Simples, na ( má ) gestão de um “contrato” de alto potencial mercadológico e econômico mas de características frágeis, em função de seu futebol em decadência ( mas ainda diferenciado ) e de sua personalidade introvertida. Era um projeto com prazo de validade, que dependia de uma ação rápida e ousada, para alavancar as inúmeras possibilidades de receitas tanto pra ele como para o clube. Na inação, na lentidão, na má gestão, o projeto começou a fazer água.
Ele está a um ano e 4 meses no clube e nesse período o pagamento de seus vencimentos esteve em atraso mais da metade do tempo. Na primeira vez a queda de seu futebol coincidiu com a suspensão dos pagamentos e serviu para desgastar o antigo treinador e colocar uma pulga atrás da orelha da massa. Mas havia, então, um bode expiatório – a Traffic. E a nossa presidene foi esperta em colocar esse bode na sala, e fazer passar batido o primeiro round dessa briga. Só que o cristal já estava trincado. Mas ainda era colocado em cima da mesa como peça de decoração de luxo. Sem contrato de patrocínio master, sem licenciamento de produtos capitalizando o astro, sem outros contratos para financiar seu astronômico salário, nova seca e o rapaz aprofundou sua desmotivação. E virou uma bola de neve, ele passou a ser crescentemente hostilizado, foi se desmotivando ainda mais, a ira da torcida aumentou até chegar ao clímax do Fora R10.  O cristal se partiu de vez. E o menos culpado de tudo é ele, muito embora não seja inocente. Todo mundo sabia que ele não era Flamengo, que se tratava de uma relação comercial: eu jogo acima da média, faço gols, dou passes, inflo o ego do clube e da nação, minha imagem é capitalizada, vocês faturam, me pagam, todo mundo fica feliz. Quem quebrou esse cristal foi a Presidente e seu estafe. Já dizia aquele sábio ditado: quem não tem competência, não se estabelece. Tudo leva a crer que isso não tem mais conserto.
 #QueremosONossoFlamengo
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