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Alfarrábios do Melo

    

 

Saudações flamengas a todos.

Essa semana, começa a temporada 2013 para o novo Flamengo, ainda em uma transição que deverá permear todo o ano, até que se juntem os cacos deixados pelos aventureiros que foram expelidos da administração do clube após as eleições.

E a temporada se inicia, como de hábito, pelo Campeonato Estadual, competição que já foi a principal do ano e foi perdendo relevância, até se tornar esse monstrengo anacrônico que irá tomar nossas atenções durante alguns meses.

Acompanho desde 1979. De lá para cá, vi derrotas sofridas, conquistas heróicas, tricampeonatos, goleadas, voltas olímpicas, queda e redenção de vários jogadores e até equipes inteiras. Desse conjunto, separei as cinco edições que, para mim, foram as mais marcantes, as mais comemoradas, enfim, não sendo necessariamente as melhores tecnicamente ou coisa do tipo.

Estão em ordem cronológica. Boa viagem.

1981

001 1981

O princípio de crise, a relação difícil com Dino Sani, a final antecipada da Taça GB com o Vasco, o jogo confuso com o Botafogo, a primeira volta olímpica, a troca de comando, o time misto, a conciliação com a Libertadores, a demora para engrenar o time, a perda do segundo turno, o fator Lico, as goleadas, um, dois, três, seis, queremos seis, os 6-0, lei do talião, e mais goleadas, o show do Fla-Flu para Kissinger e mais 100 mil, o terceiro turno ganho em Volta Redonda, mais uma goleada, as finais, a assombrosa vantagem, a morte de Coutinho, o temporal que mata, a vantagem indo pro ralo, o drama, o último jogo, o massacre de vinte minutos, a exibição de gala, o gol sofrido no fim, mais drama, o ladrilheiro sorridente, a confusão, o choro, o esperneio, o apito final, a festa, o Rio, a América, o Mundo.

 

1986

001 1986

A incerteza, as vaias ao gênio, a resposta categórica em campo de um bichado, a escalação dos sonhos com Zico e Sócrates, a goleada no arrogante Fluminense, a perda de um time inteiro para a Seleção, o drama de Leandro, que desiste da Copa e se envolve em acidente fatal, o time de garotos de Lazaroni que não engrena, o polêmico empate em Campos, a perda da Taça GB para o Vasco de Romário, o amplo favoritismo vascaíno, a derrota no finalzinho para o Botafogo, a quase precoce eliminação, a descoberta de Ailton no meio, o encaixe da equipe, a parada para a Copa, a volta com Sócrates machucado, o sacrifício de Zico, enfim afastado pela interminável lesão, a vitória no Fla-Flu que esquenta o campeonato, a final da Taça Rio com superação e virada empolgante, o choro do Vasco, as finais em vantagem, os dois primeiros jogos sem gol e sem futebol, a finalíssima, as substituições erradas de Lopes, a afirmação de Aldair, Ailton, Zé Carlos e outros garotos, o frangaçoaçoaço de Acácio, o ferrolho de 270 minutos sem sofrer gol, a festa dos meninos.

 

1999

001 1999

A pergunta de Eurico sobre quem vai ser vice, a volta de Carlinhos, o bom início de um time equilibrado, a esplendorosa forma de Romário, a festa no Maracanã lotado em todos os jogos, a bomba santa de Athirson contra o Botafogo, o empate chocho no Fla-Flu, Romário é pitbull, o pleno favoritismo do Vasco, a fome flamenga na final da Taça GB, os vinte minutos arrasadores, a vitória exuberante contra os favoritos, a queda na Taça Rio, a conciliação com a Copa do Brasil, a volta de Edmundo para o Vasco, as derrotas nos três clássicos, as contusões que desfiguram o time, o princípio de crise, a perda da Taça Rio para o Vasco do Animal, o início amplamente desacreditado nas finais, o primeiro empate arrancado na marra, a grande final, o cerco flamengo ao rival, as chances perdidas, a apreensão na arquibancada, o clima do gol iminente, a falta já perto do fim, o tiro seco, o desvio, o gol, o ansiado título. E o vice de presente para Eurico.

 

2001001 2001

A luta pelo tri. Um time galático desmontado, mas ainda forte. No comando, o carismático Zagallo. As brigas entre Petkovic e Edílson. A excelente forma do Capetinha, agora goleador. A nova fórmula de disputa, mais jogos eliminatórios. O gol de Beto e mais uma eliminação do Vasco, agora na Taça GB. A final histórica contra o Fluminense, jogo ruim e disputa de pênaltis emocionante. O inédito gol de falta de Reinaldo, o inacreditável gol espírita de Cássio. A volta olímpica em lágrimas. O segundo turno chocho. A preservação do time. O caos na administração, os jogadores sem salários. A ascensão na reta final, vitória no Fla-Flu. O “amistoso” contra o Vasco, o surgimento do fugaz Nélio. A inesperada e imerecida derrota na primeira final contra o Vasco. A Copa do Brasil que elimina e atrapalha. A crise, a instabilidade, o fim que parece iminente. O último e grande jogo. Os dois gols que parecem longe, agora mais perto. A água fria. As defesas milagrosas de Júlio César. O golpe de misericórdia vascaíno que não sai. De repente, o gol que reanima. A busca, a luta, a esperança, a fé. O tempo que escorre. A falta, de longe. A tensão, a reza, o arrepio. O tiro milimétrico, sagrado, quase divino. A explosão, a catarse, o arrepio, o choro, a taça, o tri. E o vice, de novo.

 

2008

001 2008

O embalo da arrancada do ano anterior. As goleadas iniciais, a ampla superioridade. O Botafogo de Cuca, queridinho da crônica. O inoportuno e inútil créu tricolor em um “amistoso” contra os reservas. A irritação e a sede do elenco. A eliminação vascaína, mais uma, obra dos zagueiros flamengos. A final do turno, virada com pênalti polêmico e golaço de Tardelli. O patético chororô botafoguense no vestiário e nas mesas-redondas, e ninguém cala esse chororô, o mistão no segundo turno, a derrota nas semifinais com uma arbitragem cretina, a redenção de Obina na primeira final, a ampla supremacia da Nação Flamenga no jogo final, o susto no frango de Bruno, a alteração suicida do time, a reação ao comando do herói Obina, a virada, o chocolate, a festa em cima do adversário chorão. A volta olímpica, a taça, o bicampeonato. E o créu.

 

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2 comentários em “Alfarrábios do Melo

  1. Belo post, Melo. Recordar é beber, digo, viver.

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