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Calúnia do Rúbio Negrão

Recebi uma proposta de seguro de vida que me garantiria um prêmio de 200 mil reais caso eu ficasse impedido de realizar minhas atividades profissionais. Recusei-a, é claro. Do que me valeriam 200 milhas se eu não pudesse mais dormir e coçar o saco? Então, o corretor passou a tentar me vender uma apólice que pagaria 400 mil aos meus dependentes se eu fosse assistir a uma partida do Garrincha, não no You Tube, mas ao vivo e em cores. Ou seja, lá no paraíso, no segundo andar, lá onde a coruja dorme. Aí pensei: outro truque sujo da seguradora, porque como vivo dormindo e coçando, ela não pagaria a grana pelo sinistro sob a alegação de que mesmo depois de morto eu continuava produzindo normalmente.

O que isso tem a ver com esta Calúnia, que devia falar de futebol? Bem, até onde lembro, falei sobre o Garrincha, não? E outra: o futebol é uma das modalidades de coçadura de saco que executo com mestria absoluta, posto que envolve paixão. Mesmo assim, não se aflijam, pois mesmo não atacando especificamente o futebol, este preâmbulo ainda tratará de outro esporte, um que não domino e até abomino, chamado basquete.

Cenão vejemos e erremos: por ter um timing totalmente diferente daquele do futebol, sempre que me aventuro a ver uma partida de basquete fico sem saber quando levantar pra ir tirar aquela aguinha, seja no banheiro, seja na cozinha. Já no esporte bretão, é moleza: quando o Renato Atômico pega na bola, todos sabem que chegou a hora de ir molhar um tampo, sendo que os mais arrojados se arriscam inclusive a mandar um fax pro Rio Tietê.

No basquete, meus leais detratores, o jogo parece correr a mil, apesar de parar constantemente. Não me queiram mal, mas também não o considero um dos esportes mais democráticos, mesmo quando praticado nos E.U.A., a terra da liberdade. Isso porque, além da habilidade, o basketball exige um determinado biótipo para ser praticado a contento. Enquanto no futebol convivem harmonicamente (ou deveriam fazê-lo) zagueiros gigantes e atacante mínimos, Crouchs e Rafinhas, Ronabos e Liedsons, no basquete temos a nítida impressão de que a altura mínima para praticá-lo satisfatoriamente beira o 1m85cm. Em outras palavras, no futebol até daria pra aproveitar um Olivinha na zaga, mas o Romário no basquete nem pra bola serviria.

De modo que, sejemos cinseros e analfabéticos, só me meti a besta de acompanhar o basquete do Flamengo contra o São José levado pela euforia da torcida. Vibrei muito, verdade seja escrita, mas na base da intuição, sem nunca saber se o Flamengo jogava bem ou mal, se o juiz nos roubava ou ajudava. Do basquete só conheço três regras: a cesta não tem goleiro, é proibido tentar tirar a bola do adversário, senão é falta, e a outra me esqueci ou nunca conheci de fato.

No mais, simpatizei bastante com a palavra “garrafão”, achei estranhas tantas enterradas e bandejas na ausências de pás e garçons, isso sem falar que os jogadores chutam usando as mãos.

E o festival de penas alternativas prosseguiu, com cestas básicas pra cá, cestas um pouco mais elaboradas pra lá, apesar de o juiz nitidamente não estar querendo jogo, parando o cronômetro constantemente, transformando 40 singelos minutinhos em quase 2 megeras horinhas. O que, pelo menos, não deixou de ser uma impressionante lição de gestão de tempo: faltando 15 segundos pro final, o aficionado do basquetebol sabe que dá perfeitamente pra dar um pulo na cozinha, descongelar uma pizza, bater uma vitamina, e ainda voltar andando pra sala. Quando falta 1 segundo pro final, então, o treinador pede tempo (como se algum tempo houvesse num mísero segundo), reúne o time à beira da quadra, saca de sua prancheta, e profere uma palestra quase completa diante de jogadores atentos e participativos. Claro, porque em 1 segundo, tudo pode mudar. 

Novamente imploro, não me queiram mal, mas apesar da alegria por mais um título que se aproxima velozmente do Mengão, não consigo deixar de imaginar que o último colocado na temporada da NBA daria de uns 80 a 0 no campeão da NBB, e de 120 no da NBC, provavelmente o Fluminense.

Duplex Toc Zen

1 – O Flamengo colocou 70 mil no Mané Garrincha?: Do jeito que a mírdia escrotiva é, jogo do Chororintians no Gambazão será pra mais de 5 milhões de pagantes!

2 – O Renato Augusto foi pro Chorintians visando jogar a Copa de 2014: Pelo jeito, vai disputar vaga com Felipe Chinelo e Cazalbé.

3 – Ingressos pela internet: O corintiano é o único torcedor que nunca teve problema com Ingresso Rápido e Ingresso Fácil, porque basta mostrar o berro pro torcedor adversário que ele arruma o ingresso rapidinho, fácil, fácil…

4 – Difícil, difícil…: Quanto a mim, ando tão duro que mesmo se ganhasse um ingresso grátis ainda iria faltar uns 10 reais pra eu poder ir ao jogo.

5 – A fim de proporcionar mais conforto aos torcedores corintianos, o Itaquerão não terá portões: O bando entrará pulando o muro.

6 – E aos que nos xingarem de despeitados por ainda não termos estádio próprio: Esperem só o governo oficializar o Bolsa Estádio, procês  verem!

7 – Em S. Paulo, eu nunca sei o que é capital e o que é interior: Uma espécie de Reno (“The Biggest Little City in the World”) tupiniquim.

8 – Quando o Vampeta não aguentou o peso da camisa do Flamengo, teve a seu favor a sorte de estar com os salários atrasados: Mas e o Carlos Eduardo? Vai dizer o quê? 

9 – Comunicado à torcida da Unimed: O tricolor carioca ainda passará a atender por “Fluminense Football Clu” quando a CBF finalmente penhorar a letra “b” por falta de pagamento.

171 – E a imprensa marrom mudou de cor:  Virou imprensa arco-íris.

11 – Chupem, metrossexuais!: Os mandachuvas rubro-negros são as provas cabais de que é possível ficar careca e continuar totalmente funcional.

12 – E o Mengão está a 40 minutos de mais um título da NBB: Isso, claro, se o cronômetro não parar nenhuma vez,

13 – Quando digo que não escrevo as Calúnias pelo dinheiro, ninguém acredita: Um abraço ao companheiros de Flamengonet Bruno Cazonatti e Arthur Muhlenberg, que recentemente me deram uma moral generosa e imerecida, sinal de que estou fraquejando nos meus preciosos hábitos ociosos.

14 – Twitter Cassetadas da semana (em tempo real só em @rubionegrao)

“Na estação Fluminense do metrô Lgo. do Machado, os passageiros só vão entrar e sair pela porta dos fundos.” – Yesitsmear Naldobuzack, FBook

Quem vai passar esta noite babando a nova camisa rubro-negra da Adidas levanta 3 dedos! \I/

Tô ansioso pra pré-venda das camisas OLK amanhã a 1,99! #AdidasNoMaiorDoMundo #ValeuOLK!

Vazou a até a nova camisa. Só não vazam o Ibson e o Alex Silva!

A torcida arco-íris tá querendo saber se a nova camisa rubro-negra também vai ter nos sabores morango e cereja. #ChupaGostosoArcoirenses

Léo Moura animado com a tecnologia anti-transpirante da Adidas: “Quer dizer que vou sair do jogo ainda mais sequinho?” #AdidasNoMaiorDoMundo

Tô sussa em relação ao design do novo manto. Se a Adidas faz milagres com a camisa do FluminenC, a do Mengão é moleza. #AdidasNoMaiorDoMundo

Novo uniforme II fantástico! Temos que estreá-lo agora contra o Santos, e que o juiz se phoda pra diferenciar os dois times!

Não precisam ficar com ciúmes, fluminenses. Se gostaram do novo manto, basta pedir pra Adidas fazer um pra vocês em vermelho e preto.

Bandeira e Wallim pressionaram a Adidas para adotar golas carecas nos uniformes.

@Unabomber_Fem O bom de ter o Adryan Roberto Leal no time é que se estivemos perdendo algum jogo ele pode entrar pra comandar o vira.

Gostei da nova camisa Adidas. Eu já esperava algo mais conservador, porém bastante arrojado, q mantivesse a tradição sem abdicar da ousadia.

O que realmente me surpreendeu no novo manto sagrado foi a proposta arrojada da Adidas de manter o vermelho e preto como cores principais.

Administração forte é sinônimo de uniforme forte com patrocínio forte. Fica faltando só o time forte, mas chegaremos lá muito em breve.

E o Vasco já desponta como favorito ao 1º turno do Brasileiro, o “Paraguaião”.

Hoje no basquete, a bola caiu mais que o FluminenC.

@cazonatti@rubionegrao viu que eu citei você e o @alextriplex no vídeo do evento?

Arthur Muhlenberg ‏@urublog@rubionegrao me amarro na sua coluna no @flamengonet. SRN

E ontem, no jogo de 6 pontos contra a Portuguesa, o Vasco conquistou pontos importantíssimos na luta contra o rebaixamento. #ForçaVasco

Uma pena o Neymar não ter sido contratado pelo Milan. Não vai rolar o Galliani daqui a 3, 4 anos fazendo a queima de verão aqui no Brasil.

O Carlos Eduardo consegue destoar do resto do time mesmo usando exatamente o mesmo uniforme.

O Carlos Eduardo consegue sumir em campo mesmo usando um uniforme de cores gritantes.

E nada mais faço, né, seu Carlos Eduardo?

(Ás do quinta-colunismo esportivo, Rúbio Negrão, vulgo Rubro-Negão Trolhoso, vulgo RNT, é cria dos juniores do blog da Flamengonet, e aceita doações de camisas oficiais novas do Flamengo no tamanho G.)

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Sobre @rubionegrao

Humildemente, um ás do quinta-colunismo esportivo.

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