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FLAMENGÔMETRO nº 184

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TRÊS VEZES TRISTE

Três jogos e três decepções. Primeiro, despediçando a chance de uma vitória fácil sobre um adversário de peso com seu mando de campo (com a torcida a nosso favor), depois, uma derrota patética em casa perante um adversário fraco; e para completar um empate suado e quase fortuito após tomar um verdadeiro vareio em um  primeiro tempo trágico. É verdade que os mais otimistas poderiam arriscar um argumento de realidade paralela e dizer que poderíamos ter vencido o Santos de goleada; que talvez, mesmo mal, o Renato poderia ter convertido o pênalti e talvez arrancássemos um 1×1 com a Ponte, e que o mesmo Renato merecia mais sorte em sua cobrança de falta que no fim do jogo beijou a trave e que talvez trouxéssemos um improvável 3×2. Teríamos 7 pontos e estaríamos no G-4. Mas o fato é que nossas deficiências foram sempre superiores a qualquer eficiência e amargamos um resultado sofrível que nos colocaria no Z-4 se todos as rodadas já estivessem completas. Para piorar, Jorginho não conseguiu mais achar a formação ideal, e muitos dos titulares passaram de solução a problema. Sou daqueles que criticam as atuações do Renato, que no entanto acaba titular graças ao seu talento inegável nas faltas (ainda que em escassas oportunidades) e de um oportunismo em momentos decisivos. O desempenho tornou a cair, e é curioso notar pelo gráfico acima em nos últimos quatro anos passamos pela mesma curva descendente na mesma altura da temporada, consequência talvez da transição de um estadual mais fácil para o Brasileirão de rivais fortes. Mas é fato que a escalação não está funcionando, e nenhuma das contratações veio estrategicamente resolver problemas básicos do elenco. Faltam dois laterais, os que marcam bem passam mal, os com mais qualidade estão em má fase ou são inexperientes e irregulares. Eu arriscaria uma formação ideal com Felipe, Leo Moura (Paulinho improvisado foi bem no jogo, mas é pouco para analisar), González (por falta de opção), Renato Santos e João Paulo (outra falta de opção); Cáceres (quando retornar), talvez um dos volantes recém-contratados (incógnitas para mim, enquanto isso manter o Luiz Antônio ou o Amaral), Elias (mais avançado pois precisa de mais liberdade) e Adryan (o melhor camisa 10, uma opção seria o Léo Moura, mas nos falta um lateral reserva); o ataque com Marcelo Moreno e três alternativas: Rafinha, o melhor pela habilidade e velocidade, mas que tem piorado; Hernane, uma formação com dois centroavantes se revezando (prejudicada no entanto, pela falta de bons armadores para municiá-los) e uma terceira via um tanto radical, Renato jogando como um meio-ponta-esquerda, numa função parecida com a do Zé Roberto em 2009, ajudando na marcação, mas sem preocupações defensivas. Rodolfo é outro que poderia ajudar no meio de campo, com o Elias recuando para volante. Mas são meros palpites de um torcedor chato. Espero que o Jorginho esteja trabalhando para corrigir os erros repetidos, pois a fase não está nada boa, mesmo numa sequência de adversários que na teoria não seriam tão complicados. Com cuidado para evitar o alarmismo corrosivo, mas também o oba-oba conformista, há muito para ser consertado.

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9 comentários em “FLAMENGÔMETRO nº 184

  1. acho que poderia ter começado o post com 15 jogos e 15 decepções.. Se não me engano, esse time vem mal desde a estreia do Jorginho.

    Parabéns pela coragem de tentar escalar o time, eu nem me atrevo e olha que é meu assunto predileto. Algo me diz que Moreno e Hernane precisam jogar juntos. Mas acho que é mais por medo que sozinhos não vão arrumar nada. To perdidão, tento pensar em alguma coisa e só vejo areia.

    minha formação ideal se desfez, acho que iriamos bem com:

    felipe
    leo moura defensivo —-Renato santos—-gonzales——JP

    ——-Caceres (amaral)
    ibson ———-elias

    Gabriel ————-rafinha

    M.moreno

  2. Preferir o Cacos Merduardo, a Rodolfo, Adryan, Nixon é demais.
    Esse CE é um merda n’agua.
    Se o jorginho diz que temos um time em formação, pq então não coloca os muleques pra jogar.

  3. Esse Gabriel intocável tb não dá pra entender. O que ele tem de tão melhor que nosso prata da casa Adryan pra vir lá do Baêa (who???) e se tornar dono absoluto da posição? Empresário talvez?

    Só mais um carregador de bola de cabeça baixa. E mais um dos insondáveis mistérios da nossa querida Gávea…

    SRN

  4. tu não ta satisfeito com nada tbm, ai fica dificil.

  5. pode criticar a adm desse blog ou corre o risco de ser banido?

    alguem ja sugeriu vcs trocarem a caixa de comentarios?
    esse sistema é ruim demais.

  6. rs… tá difícil mesmo se satisfazer com alguma coisa nesse time.

    Mas não é totalmente justo. Eu gosto do Elias, do Luiz Antonio, do… já falei dois, não força vai.

    Realmente acho que 70% desse time não tem bola pra jogar em qualquer time grande, muito menos no meu Flamengo.

    Sem querer ser catastrofista, mas já sendo, acho que esse ano estamos com a corda no pescoço mais do que em qualquer outro.

    Não temos time, não temos técnico e não temos estádio pra jogar. Nem àquele velho chavão do “a torcida vai precisar pegar esse time no colo” podemos nos agarrar, porque nem sabemos onde esse time vai jogar…

    Se não houver uma mudança radical na janela, como ocorreu em 2007 e 2009, vai ser muito complicado fugir da degola.

    O quanto antes jogadores e comissão técnica colocarem os pés nos chão, cortarem seus moicanos, descolorirem suas mechas, largarem um pouquinho a night (certo Cadu e Felipe?), entenderem que o objetivo principal esse ano são os malditos 45 pontinhos e colocarem a faca nos dentes para alcançá-lo logo, melhor.

    Tomar gols por desatenções idiotas como o primeiro do Patético-PR, por exemplo, tem que acabar. São jogadores fracos que precisam ter essa consciência para entender que aquela bola tem que ser zunida da área antes que algum dos nossos zagueiros ruins façam merda. Quanto contratarmos jogadores decentes, poderemos pensar em tentar jogar como o Barca.

    Essa mentalidade precisa ser incutida logo, porque a situação não está tranqüila pra gente… Vamos jogar um jogo com mando de campo, contra o Náutico, ou seja, um jogo que em situações normais seria obrigatória a conquista dos três pontos, em SANTA CATARINA. Num estádio em que metade do time nunca jogou. Ou seja, não será EM CASA. E nem sabemos se teremos uma.

    A diretoria vai ter que abrir o cofre rápido, para não ver um excelente trabalho fora de campo ser jogado fora por um bando de incompetentes dentro dele. Essa é a real.

    Pelo menos, a minha real…

    SRN

    • a parada ta preta mesmo. Quando chegou o Jorginho falei, P-H-O-D-E-U!! essa diretoria me parece contratar simbolos. Acho que não se deram conta do cano que podem entrar. ou melhor podemos entrar.

      uma derrota pro nautico e outra, começa o desespero e olha que estamos na 3ª rodada. As piores previsões começam a se confirmar. Acho que 99% da torcida esta ciente disso. Só não querem acreditar no pior.

      Estou tentando me manter otimista e acho que ja encontrei o padrão desse time que é: entrou em campo pode acontecer qualquer coisa. Então estou confiante que traremos 6 pts do sul. Depois volta ao normal.

      srn’s

  7. Somente essa parada no campeonato salvará Jorginho. Fraco, fraco. Que M* de 4-3-3 é esse?

  8. Previsão sombria para a próxima rodada, vencer do Criciúma só se for por WO. E quanto tempo durará Jorginho? Para mim será surpresa se dirigir o Flamengo no próximo jogo.

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