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FLAMENGÔMETRO nº 194

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MUITOS TONS DE CINZA

O time do Flamengo é bom, com grandes jogadores? NÃO. Assim como não é o do Bahia, do Atlético Paranaense, da Ponte Preta e de um sem número de times que estão na nossa frente na tabela. Jô, Deivid, Alecsandro e Fernandão seriam solução para nosso time? Não. Mas o que eu não entendo é como é que é que estes times atacam os adversários, e fazem gols, enquanto o Flamengo é capaz de passar um tempo inteiro sem sequer chutar no gol adversário. A bola queima, arde, emperra, parece que tem um campo de força desviando todos os chutes para longe. Meu ponto é que o fundamental em nossa má fase não é o elenco em si, porque é óbvio que o Flamengo não tem condições de montar um superesquadrão com as limitações que tem, a forma como este elenco se porta. Enquanto times limitados como o Bahia (que levou goleadas vexatórias no início do ano e se complicou até no Baiano) se acertam e demonstram treinamento e tática, o Flamengo é um bando. Defensivamente – descontados os pavorosos erros individuais – até que chega a ser mais ou menos arrumado, mas em termo de ataque somos simplesmente nulos. Ainda lamento que o Dorival Jr. tenha sido despachado justo quando o Flamengo passava por uma melhora razoável. Mano Menezes não parece ser capaz de nada além de um time que defende sem atacar. Mesmo boas opções do elenco como Rafinha e Rodolfo acabaram descartadas, enquanto outros de talento duvidoso são repetidamente escalados. Léo Moura, com 264 partidas, passou a ser o jogador do Flamengo com maior número de partidas pelo Brasileiro, uma estatística que seria digna de comemoração, se não estivesse passando por um momento horroroso. Seu declínio é tão vertiginoso que não vejo opção para ele que não seja no meio de campo. Enquanto outros times se reforçaram com peças importantes, nós ficamos limitados ao André Santos, e ninguém é capaz da achar um bom zagueiro, bons laterais ou um meia-armador de talento. Não precisa ser o Messi, mas tem que se buscar peças que preencham os vazios do plantel, e não se limitar a comprar o que der para comprar. O momento é sombrio, com todos os tons de cinza sadomasoquistas possíveis. E o jogo é contra o Atlético, campeão da Libertadores. talvez o melhor time brasileiro do momento. Que o Flamengo resgate o espírito daquela vitória de 3×1 sobre o Galo de 2009, que marcou o renascimento do time no campeonato, ou até mesmo o 2×1 do ano passado, talvez nossa única grande atuação no tristonho ano.
PS: Dadas as recentes inovações nas regras adotadas nos jogos do Flamengo, com regras copiadas do Calvinbola, com jogador do Fla na mesma linha valendo como impedimento; e quatro jogadores do Bahia nadando sós em uma banheira do tamanho do Atlântico validando um gol porque “não participaram do lance” (ainda que um tenha disputado a bola com o Felipe, e outro estivesse simplesmente parado na frente do goleiro), eu pediria que o jogo de domingo fosse disputado com as regras habituais do Football Association, com as quais já estou habituado.

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