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FLAMENGÔMETRO nº199

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SORTE E AZAR

Um detalhe curioso que está constante na campanha do Flamengo: em todas  as nossas (poucas) vitórias, chegamos ao intervalo já vencendo a partida. Sempre que não fizemos gols no primeiro tempo, não conseguimos vencer, o que de certa forma demonstra que o esquema de Mano Menezes pode até funcionar quando as circunstâncias são favoráveis, mas não tem a flexibilidade necessária para reverter situações adversas. Quando a o ataque funciona, a defesa entrega; quando os defensores não falham, o ataque congela.  As únicas alternativas de banco que o Mano sabe manejar são substituições para fechar o time e segurar o resultado. Quando precisa de gols, não tem sido feliz nas substituições, como no caso da última partida, quando deslocou um meia cansado para a lateral-esquerda, trocou um atacante rápido (ainda que fraco) por um meia rápido, e pôs um centroavante para tirar outro depois.  Demos sorte que o pênalti mandrake no finzinho foi defendido pelo Felipe, e agora demos o incrível azar do sorteio da Copa do Brasil nos colocar perante justamente o melhor ataque do Brasileiro. Com gols fora como desempate, não acho vantagem decidir em casa. Reza forte e muita torcida. O triste é constatar que se o Flamengo tivesse feito o mínimo que se espera e vencido Náutico, Ponte Preta, Portuguesa e São Paulo, estaríamos na liderança do campeonato, mesmo que fossem quatro vitórias sofridas e feiosas. Que fase não é boa, é óbvio, que o time não é um esquadrão, é claro como cristal, mas dá para aceitar que o Flamengo esteja atrás na tabela de times como Goiás, Bahia, Vitória, Atlético Paranaense e Vasco, que têm elencos tão ou mais sofríveis que o nosso. Falta competência e treinamento.  O Mano parece ter montado a defesa possível com o material disponível, mas ainda não demonstrou avanços no ataque, não conseguimos sequer recuperar o desempenho que tivemos com o Dorival. Só com inteligência e competência, não seremos eternamente reféns da sorte ou do azar. Apesar do cenário desanimador,  o amplo favoritismo do Cruzeiro na situação atual até que pode representar um trunfo para a gente, já que o Flamengo costuma surpreender quando é subestimado.

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Um comentário em “FLAMENGÔMETRO nº199

  1. ao mesmo tempo que perdemos pts pra times inferiores ao nosso, ganhamos (ou empatamos) com times muito superiores tbm. É um time bem mais ou menos. Mais pra mais ou mais pra menos?

    a realidade é um elenco bem superior aos resultados, mas a realidade nua e crua é que o elenco é novo. Quando pegamos times como o nosso, em formação, tipo o vasco, galo misto, e flor pós resssaca, vamos bem, mas basta um time mais entrosado que complica.

    não acho o elenco de todo ruim, se tudo correr bem, principalmente o extra-campo, pode dar fruto mais a frente. O problema é o ponto de interrogação. O futuro parece cada vez mais longe.

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